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Qual programa DAW escolher?

Muitos colegas me perguntam qual o melhor programa DAW, pois pretendem usar o melhor. Esta é uma questão que frequentemente se torna fonte de infindáveis discussões nas redes sociais.
Sempre me posiciono no sentido de que o melhor programa DAW é aquele que:
* Tem as ferramentas que você precisa para fazer o seu trabalho;
* Você conhece e tem maior facilidade de utilização;
* Traz maior produtividade para o seu trabalho, seja no estúdio ou ao vivo.
Para responder a estes quesitos, o ideal é testar cada um dos programas disponíveis. Contudo, isto lhe trará um grande problema: você está acostumado a trabalhar com um determinado programa DAW e, ao testar um outro, encontra grande dificuldade na sua utilização. Isto é perfeitamente normal, afinal cada programa, embora no fundo todos tenham a mesma finalidade e utilizem basicamente as mesmas ferramentas, tem um projeto de trabalho, um conceito de estruturação diferente dos demais, gerando um desconforto inicial ao testar.
Não deixe que isso atrapalhe seus testes. Insista na utilização do programa testado, buscando no princípio não por alta produtividade mas simplesmente por encontrar os recursos que o programa proporciona, conhecer sua estruturação funcional e comparar com o programa que você normalmente usa. Faça-o sem preconceitos, com a mente aberta e preparada para eventuais mudanças.
Dentre os vários programas DAW disponíveis no mercado temos Cubase, Nuendo, Protools, Sonar, Reaper e Studio One. Dentre os editores de áudio destacam-se Sound Forge e Wavelab. Dentre os hosts (programas para gerenciar instrumentos virtuais e reais em apresentações ao vivo) os mais usados são Forte Ensemble e Cantabile.
Minha experiência particular de uso desses programas foi com o Sonar e com o Reaper, no campo das DAW´s, com o Sound Forge como editor de áudio, e com o Cantabile como host de instrumentos no palco.
Como DAW, usei durante mais de dez anos a linha de produtos da Cakewalk, desde o Cakewalk 3, passando pela linha Pro Audio e por último a linha Sonar. Ótimo programa, muito embora em alguns sistemas apresente muitos problemas de dropout, com um conjunto de ferramentas bastante interessante. Mas por último passei a usar o REAPER (é em letras maiúsculas mesmo, pois é a abreviatura de Rapid Environment for Audio Production, Engineering, and Recording (ambiente rápido para produção, engenharia e gravação de áudio). Confesso que nas primeiras utilizações, embora já experiente no uso de programas DAW, tive alguma dificuldade de adaptação. Mas depois que entendi a filosofia do programa fiquei encantado com as inúmeras possibilidades que o mesmo me apresentava, muitas delas sem similar nos outros programas.
Mas como disse no início, esta é a minha visão, o meu grau de satisfação com o programa. Teste vários, encontre o seu preferido e passe a estudá-lo com profundidade, pois somente desta forma poderá usufruir de todo o seu poderio. De nada adianta usar um programa poderoso se você nem conhece todos os fartos recursos que ele tem ou mesmo conhecê-los e não saber como usá-los.
E um último lembrete: mais importante que o programa que você usa ou que o domínio que você tem sobre ele são a sua criatividade e competência ao usá-lo, além é claro da capacidade musical de quem esteja tocando e/ou cantando.
Até a próxima e um grande abraço!

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Itajaí, Santa Catarina, Brazil
Músico Profissional (tecladista), arranjador, compositor e também Advogado. Desde 1986 explora a área da tecnologia aplicada à música, tendo intensa participação em comunidades e grupos de discussão sobre o tema.

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